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As mulheres resistem!

08/11/2016

Marcha Mundial das Mulheres na Jornada Continental pela Democracia e contra o Neoliberalismo


Hoje, 4 de novembro de 2016, estamos em luta em todo o continente. Nesta Jornada nos unimos uma vez mais, como mulheres em luta, aos movimentos sociais em resistência. O que marca nossas mobilizações nesta Jornada é o internacionalismo, nossa aposta e disponição de construir uma força comum e articulada desde os povos para fazer frente aos ataques do neoliberalismo patriarcal e racista sobre nossas vidas, nosso trabalho e territórios.


O capital está expandindo a mercantilização da natureza dos nossos corpos e relações. As empresas transnacionais atuam de forma violenta expulsando os povos de seus territórios, impondo a contaminação sobre nossos corpos, água e alimentos. As forças da direita conservadora rompem a democracia para impor sua agenda neoliberal de destruição de direitos.


Em todos os lugares que mulheres e homens resistem ao capital, a resposta é mais violência, repressão e criminalização. O poder judiciário reproduz a justiça seletiva que protege os ricos e criminaliza os pobres. Denunciamos a perseguição e criminalização dos e das lutadoras sociais. Neste dia da Jornada, denunciamos a arbitrariedade da política no Brasil que persegue integrantes do MST. Lutar não é crime! Lutar é um direito!


Nossa resposta a esses ataques também é internacional. Somos solidárias à resistência das mulheres aos retrocessos impostos pelo golpe no Brasil, assim como seguimos denunciando as movimentações golpistas na Venezuela. Apostamos na integração dos povos baseada na soberania, na solidariedade e na autodeterminação.


Lutamos contra todas as formas de violência contra as mulheres e por isso fortalecemos o grito das companheiras argentinas que é o grito de todas nós: Nem uma a menos! Basta de violência nas casas, nas ruas, nos espaços públicos e privados! Basta que os homens considerem que as mulheres são apenas corpos disponíveis para seu prazer e para satisfazer suas necessidades cotidianas com o trabalho doméstico e de cuidados. Já basta que o capital siga seu processo violento de acumulação apoiando o trabalho não remunerado das mulheres. Patriarcado, racismo e capitalismo são interdependentes e extremamente violentos em seu processo cotidiano de controle de nossos corpos, nossas subjetividades e nosso trabalho.

Não nos contentamos com a incorporação de palavras dos nossos discursos pelo mercado, nem podemos correr o risco de fragmentar a nossa agenda frente as ameaças tão grandes que enfrentamos.

Não aceitamos que a nossa luta por liberdade e igualdade seja reduzida a visões e práticas liberais e individualistas, que não incomodam e nem questionam as bases materiais do patriarcado capitalista e racista.

Afirmamos a construção cotidiana de um feminismo anticapitalista e anti-racista, em luta para mudar o modelo de (re)produção e consumo, em luta para mudar a vida das mulheres e o mundo.

Somos muitas mulheres em luta no campo, nas cidades, nas universidades, nas águas e florestas. Neste momento em que enfrentamos o conservadorismo, nosso desafio é seguir juntas.

Juntas organizamos nossas resistências e dizemos NÃO ao neoliberalismo. Juntas temos a capacidade de construir o nosso projeto, de colocar em prática nossos princípios e propostas. Avançamos nas práticas da agroecologia, afirmando que esta só é possível com o feminismo. Ampliamos nossas lutas e estratégias pela soberania alimentar. Recuperamos e valorizamos as práticas e os conhecimentos das mulheres sobre as sementes e a biodiversidade.

A defesa dos comuns, por meio de práticas concretas que as mulheres levam adiante todos os dias, afronta diretamente a lógica da propriedade intelectual que marca a ação das transnacionais e os acordos de livre comércio.

Esta Jornada não marca um inicio ou um novo processo, mas é um reimpulso para nossas lutas articuladas.

Queremos ir além de uma data de mobilização. O que nos move nesse processo é seguir juntas e juntos a partir do que nos une: a ação concreta de enfrentamento ao capitalismo racista, patriarcal e colonialista.

A solidariedade e o internacionalismo são nossos princípios de unidade, assim como a certeza da necessidade de uma transformação sistêmica que acabe com o capitalismo, o patriarcado, o colonialismo e o racismo.


Nenhum passo atrás! Povos em luta por nossa integração, autodeterminação e soberania, contra o livre comércio e as transnacionais!

Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!


Fonte: Marcha Mundial das Mulheres

 

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